Exposição Sebastião Salgado em SP

O Quê: Exposição Genêsis – Sebastião Salgado
Onde: Sesc Belenzinho – SP
Qndo: 05/09 A 01/12/2013 
Qnto: Grátis
Horários: Ter, Qua, Qui, Sex, Sab, Dom – 10h00 ÀS 21h00*
*Aos domingos a visitação se encerra as 19h30
Site Sesc

O fotografo Sebastião Salgado apresenta seu novo trabalho, resultado de viagens por todo o planeta, e de uma profunda especulação acerca das questões sociais e ambientais atuais. Com 245 fotografias, divididas em cinco seções geográficas, a mostra inédita revela maravilhas que permanecem imunes à aceleração da vida moderna – montanhas, desertos, florestas, tribos, aldeias, animais –, imagens que o fotógrafo brasileiro, radicado em Paris, registrou entre 2004 e 2011. Curadoria: Lélia Wanick Salgado.

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Fotografias são símbolos…

“Fotografias são símbolos. Ou você tem uma fotografia que ela sozinha conta uma história sem legenda, sem nada, ou você não tem a fotografia.”
(Sebastião Salgado)

Fotografia: Érica Catarina Pontes

Fotografia: Érica Catarina Pontes

A luz de um fotógrafo vem com ele. É a luz da sua vida…

“Minha escola não é fotojornalismo. Eu conto uma história inteira por meio do trabalho fotográfico, então isso me consome tempo e energia. A minha fotografia tem um caráter simbólico. No momento em que você faz uma intervenção, muitas coisas são anteriores.

A luz de um fotógrafo vem com ele. É a luz da sua vida. Nasci no Vale do Rio Doce (Minas Gerais), uma região montanhosa com raios de luz – e eu sozinho, menino, no fundo da fazenda do meu pai. E isso eu carrego comigo. Eu sempre fui muito claro e andava pela sombra. Então tudo o que vinha para mim vinha contra a luz. Essa poesia da contraluz está dentro de mim, intuitivamente.

O fotógrafo de estúdio fabrica a luz. Sou um fotógrafo do lado de fora, que fotografa a luz natural, domino essas luzes, eu sei o momento em que corro atrás delas e combinam. No instante em que você tira uma foto, não há tempo para pensar em composição, diagonal, na luz, na dinâmica. Isso é intrínseco. Por isso muita gente usa câmara, mas poucos são fotógrafos. Luz, composição, são as constantes. Depois vêm as variáveis: a ideologia – o conjunto de coisas que você viveu, sua ética, suas escolhas. Nenhuma fotografia é objetiva. Ao contrário, é subjetiva.”

(Sebastião Salgado)

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Sebastião Salgado…

Sebastião Salgado

Desistindo de uma promissora carreira de economista, aos 29 anos Sebastião Salgado abraçou o universo da fotografia e, em pouco tempo, se tornou o mais prestigiado fotógrafo da atualidade. Fotografando sempre em branco-e preto e principalmente reportagens sobre a condição humana e a social, costuma dedicar-se meses ou até anos para desenvolver um mesmo tema. Mineiro, é o único homem, e o sexto, entre nove irmãs. Formado em Economia em Vitória, no Espírito Santo, e pós-graduado na Universidade de São Paulo (USP), trabalhou no Ministério da Economia em 1968. Durante a ditadura militar, foi obrigado a exilar-se, indo morar em 1969, em Paris. Na capital francesa, doutorou-se em Economia, em 1971. No mesmo ano, começou a trabalhar na Organização Internacional do Café, como consultor no controle de plantações na África. Foi estudando os cafezais africanos que descobriu as possibilidades da fotografia: melhor meio de retratar a realidade econômica do que textos e estatísticas.

Retornando a Paris, em 1973, iniciou a vida como fotojornalista. Suas primeiras reportagens, como free lance, foram sobre a seca na região africana de Sahel (faixa ao sul do Saara) de Níger e trabalhadores imigrantes na Europa. Entrando para a agência Gamma (1974), realizou uma série de imagens sobre a Revolução dos Cravos em Portugal e a guerra civil em Angola e Moçambique. Na agência Sygma (1975-1979), viajou por mais de 20 países da Europa, África e América Latina, cobrindo vários eventos. Em 1979, tornou-se membro da Magnum Photos, uma cooperativa de fotógrafos, fundada em 1947 por Robert Capa e Henri Cartier-Bresson, entre outros. Iniciou então a comovente série de fotografias documentais sobre camponeses na América Latina. O trabalho, que durou sete anos, resultou no livro Autres Ameriques (1986). 


Em 1986, trabalhando para a Organização Humanitária Médicos sem Fonteiras, fotografou, durante 15 meses, os refugiados da seca e o trabalho dos médicos e enfermeiros voluntários na região africana de Sahel da Etiópia, Sudão, Chade e Mali, o que resultou no livro Sahel – L’Homme en Détresse. A série Workers, sobre trabalhadores em escala mundial, realizada de 1987 a 1992, correu o mundo em exposição.

Em 2004, Salgado deu início ao Projeto Gênesis. A iniciativa tem a finalidade de mostrar ao mundo paisagens, fauna e flora, além de comunidades que permanecem vivendo em consonância com suas tradições ancestrais, como acontecia “antes de a humanidade alterar o meio ambiente a ponto de deixá-lo irreconhecível”. O projeto, ao qual a UNESCO se associou, será finalizado em 2012. Ele é base do Programa Educativo Gênesis, iniciativa que tem o duplo objetivo de sensibilizar as crianças e os jovens sobre a vitalidade, a diversidade e a fragilidade da natureza e incentivá-los a desempenhar um papel na salvaguarda de nosso planeta.

Vídeos sobre o Projeto Genêsis

Parte 1 - 

Parte 2 - 

Parte 3 - 

Parte 4 - 

Parte 5 -