Diane Arbus… “A fotógrafa dos excluídos”…

Diane Arbus se casou aos 18 anos com o fotografo Allan Arbus. Começou a fotografar com Allan, seu marido. Depois de se separar, aprendeu com Alexey Brodovitch e Richard Avedon. No início dos anos 1960 deu início à carreira de fotojornalista e publicou na Esquire, The New York Times Magazine, Harper`s Bazaar e Sunday Times, entre outras revistas.

A temática principal de sua fotografia era “o outro lado”, mais angustiado, da cultura americana, fotografou essencialmente pessoas à margem da sociedade e pessoas comuns em poses e expressões enigmáticas.

Os retratos de Diane Arbus trazem quase sempre a combinação de dois elementos fundamentais. Em primeiro lugar, uma empatia do sujeito fotografado com o fotógrafo. Os modelos de Diane parecem confiar nela, oferecendo-se à câmara com o olhar. Por outro lado, há um detalhe técnico que acrescenta uma aura de estranheza ao retrato: Diane foi uma das primeiras fotógrafas a usar sistematicamente o flash juntamente com a luz do dia. Não só isto evitava o escurecimento de rostos frente a cenários demasiadamente claros, como também banhava o modelo com uma luz dura e direta, sem artifícios. O resultado desta combinação, além da precisa escolha das pessoas fotografadas, é um trabalho marcante e perturbador, que coloca Diane Arbus como um dos nomes mais importantes da fotografia documental.

A narrativa presente na obra de Arbus é de reação aos ideais de uma sociedade de consumo em que a imagem pertence a uma ordem positiva e a liberdade, como um valor presente que garante a todos uma condição democrática de vida, é ilusória. Há na sociedade de consumo uma sensação de repúdio ao mundo dos anormais, esse mundo bizarro que denuncia a hipocrisia do mundo “normal”; é nessa via que Arbus trafega.

Em 1971 Diane Arbus se suicidou. Esse fato, como disse Susan Sontag, “parece garantir que a sua obra é sincera”. A idéia de obra sincera surge em oposição a uma obra “voyeurística”, “compassiva e não indiferente”. Sontag diz ainda que “o seu suicídio parece igualmente tornar as fotografias mais devastadoras”, como se provassem que tinham sido perigosas para ela.

“Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado…”
( Diane Arbus, fotógrafa / (1923-1971))


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