Terapia sem preconceitos…

Ja que meu Blog foi feito para que eu pudesse ME expressar (alguns usam redes sociais para tal fim, eu prefiro fazer isto no meu cantinho aqui), sem preconceitos, achei importante poder dividir sobre a questão da terapia. Ja havia pensado em escrever sobre isto logo que fiz o Blog mas acabou que o tempo passou e não redigi nada, agora que decidi procurar ajuda novamente quero dividir e “desmistificar” o assunto…

Fiz terapia em um primeiro momento para resolver um problema específico que era a Síndrome do Pânico, isto foi alguns anos atrás e o resultado foi positivo neste quesito, depois que aceitei que estava doente ficou mais fácil de enfrentar o processo todo, mas tenho q dizer q adiei a ida ao consultório até o ultimo instante, até o médico dizer q não tinha mais remédio que me ajudasse e eu tinha q começar a terapia de qualquer jeito… Comecei o tratamento e a síndrome em si foi resolvida mas hj admito que ficaram coisas que não foram bem resolvidas dentro de mim e que devia ter continuado por mais tempo, mas como diz o ditado “antes tarde do que nunca”, e agora senti necessidade de retornar, embora muitas pessoas digam vários absurdos desde “Vai lavar um tanque de roupa”, “Se atola de trabalho”, “Vai viajar”, “Faz pensamento positivo”… ACREDITEM, nada disto resolve qndo a gente sabe que tem um problema de depressão, ansiedade, síndrome do pânico ou qualquer coisa do tipo… aliás até resolve, momentaneamente, mas depois volta tudo com mais intensidade, pq só escondemos as coisas e não resolvemos nada (sei bem pq ja tentei de tudo… rs)… Ainda tem os que dizem “Tem gente em pior situação!” mas é ÓBVIO que sabemos q tem outras pessoas em situação muito pior que a nossa mas a questão não é esta, NADA SE COMPARA, cada um com a sua dor, como diria Paulo Coelho “Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia.”…  Enfim, só eu sei o que é minha mente inquieta e delirante, a sensação de sufocamento, a dor no peito que parece q o coração vai parar, a falta de coragem para enfrentar o dia a dia, portanto antes que a “bomba” exploda novamente, resolvi procurar um profissional para me ajudar a desarma-la… rs… Coragem? Desespero? Perturbação? Não sei o que me leva de volta ao consultório, mas sei q admiti pra mim mesma q esta difícil de encarar sozinha e que preciso de ajuda pra me entender melhor, sinto uma certa vitória neste ponto pois desta vez fui procurar ajuda sozinha…

Eu era uma das pessoas que tinha um certo “preconceito” qnto a terapia, mas posso confirmar que este preconceito existia pelo fato de não ter o menor conhecimento sobre o assunto, para que eu fosse procurar ajuda a primeira vez tive que sentir a “corda apertando no pescoço”, até chegar no limite do insuportável, mas depois de tomar o primeiro passo e ter coragem de adentrar ao consultório e principalmente de passar pela primeira sessão e Retornar, o restante a gente encara de frente, confesso que é um processo difícil pelo fato de mexer em coisas que muitas vezes jogamos para debaixo do tapete mas que sabemos que nos fazem mal, enfim, tomei coragem e novamente volto ao “divã”… talvez muitas pessoas leiam meu texto e pensem que eu pirei de vez, mas ja que eu tenho este “canal de comunicação” no qual eu posso escrever, pq não falar sobre o assunto ??? Acho q tudo é valido, desde que tenhamos boas intenções…
E agora é uma questão de tempo, de ter paciência (espero que as pessoas próximas tb tenham paciência comigo…rs), pois sei que tenho um longo caminho a ser percorrido, mas posso GARANTIR, terapia não é coisa de fresco, muito menos de desocupado e menos ainda só de gente louca… aliás, ouso dizer que todos temos que ter um pouquinho de loucura para conseguirmos sobreviver neste mundo de hoje !!! 🙂

Segue um texto que esclarece alguns pontos importantes da terapia

A psicoterapia (tratamento psicológico) é uma potente ferramenta de ajuda e de crescimento pessoal que se utiliza de técnicas psicológicas científicas, específicas de acordo com as necessidades e características individuais de cada pessoa, promovendo mudanças positivas efetivas. 
Para muitos ela é considerada um mito, uma vergonha, um bicho de sete cabeças. Para outros uma solução de problemas, uma saída para resolver conflitos. Mas o que é terapia afinal? Quando é a hora certa de começar? Essas e outras perguntas sobre o assunto são comuns na mente das pessoas que querem buscar o auto conhecimento.

“Terapia significa tratamento”, disse a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari. E segundo a doutora, não há momento certo para iniciar. “Sempre é hora, seja para o auto conhecimento ou mesmo para resolver algum problema. Costumo dizer que a terapia vem para ajudar a resolver questões que você não consegue resolver sozinho. Então para que ficar sofrendo, dando murro em ponta de faca, se existem profissionais capacitados que vão mostrar os caminhos da solução?”

 Mas a vergonha de falar que quer fazer terapia ainda é grande e isso acontece por conta de um preconceito. “As pessoas ainda pensam que devem resolver seus problemas sozinhas, sem precisar da ajuda de ninguém. Além do mais existe um preconceito de que psicólogo é para loucos, doidos e não para pessoas normais, que têm problemas”, acredita Olga Tessari.

 O importante é que, quando alguém chega à conclusão de que é hora de procurar uma ajuda é bom ir em busca de um profissional, fazer uma pesquisa com amigos, pedir indicações. O que não se pode fazer é forçar uma pessoa a procurar um terapeuta. “Muito dificilmente dá resultados a terapia forçada porque a pessoa já entra com resistências e certamente não vai interagir com o psicoterapeuta e nem mesmo ouvi-lo”, disse a doutora.
 A terapia, seja ela para o auto conhecimento ou só para resolver um “probleminha”, é algo que deve ser levado muito a sério. Quando a pessoa procura ajuda deve ter consciência do que está fazendo e levar o tratamento a sério. Só assim os resultados surtirão efeito e bons resultados.

Mais informações no link http://www.olgatessari.com/id53.htm

http://www.ericatarina.com.br
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4 comentários em “Terapia sem preconceitos…

  1. Medo…

    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções…
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    E não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá…
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido…
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo…
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim…
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar…
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há…
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão…
    ah… quem dera, quem dera…
    que a mão de Deus me sustente neste instante…
    em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos…
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo…
    tenho medo, medo…
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída…
    medo de perder o medo
    de apertar o botão “Desliga”…

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

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    1. Nossa, que “comentário/texto”… nem sei o que dizer…
      Quem é vc ?!?!??! Como chegou até meu blog ??? 🙂
      De qualquer forma, espero que o meu texto tenha servido pra alguma coisa, nem que seja apenas um momento de reflexão… 😉

  2. rsrs. Olá, Érica. Na verdade cheguei aqui através do google, pesquisando a frase “síndrome de pânico”. Sou bipolar, e, durante as crises no pólo depressivo (com uma pitada de pânico) o cérebro fica improdutivo para pensamentos ordenados, porém, ao deixá-lo a deriva, fica extremamente fértil para compor imagens e emoções profundas. Bom… é lógico que percebi que o seu blog não tem nada a ver com a área de saúde, de psiquiatria, pois é um blog cultural, voltado para, como se propõe, “Fotografias, Pensamentos, Frases, Música, Cultura, Idéias e Etcetera e Tal…”, e é isso mesmo, o seu blog na essência é totalmente cultura. Então té peço, apesar do teor do texto, veja-o apenas como cultura, um simples poema, com carga emocional forte e profunda, e imagens trágicas porém extremamente nítidas, com pulso, ritmo e simetria, resumindo, apenas um poema (de gosto duvidoso, mas um poema). Ah, sim… ainda em tempo: a crise foi real, a angústia foi real, mas sobrevivi. Não me suicidei, juro. E as crises vem e vão, mas ainda estou aqui. E amo a vida. Muito. E quando no pólo “feliz” procuro extrair cada momento de felicidade na minha vida. A enfermidade não é opção. Mas, ser feliz, sim. Eu optei por ser feliz e luto para ser feliz a cada dia.. rsrsrs Fica com Deus, amiga. Perdoa eu cair de para-quedas no seu blog e já chegar assim, soltando uma bomba, mas gostei da reação que você teve, a forma original como reagiu ao meu “comentário”… Amo cultura, e voltarei aqui para conhecer o material do seu blog. Um beijo respeitoso pra você. Bye.

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

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