Viagem à Lua (1902) – Georges Méliès

Marie-Georges-Jean-Méliès (8 de dezembro de 1861 — 21 de janeiro de 1938) foi um ilusionista francês de sucesso e um dos precursores do cinema, que usava inventivos efeitos fotográficos para criar mundos fantásticos.  Méliès, além de ser considerado o “pai dos efeitos especiais”, fez mais de 500 filmes e construiu o primeiro estúdio cinematográfico da Europa. Também foi o primeiro cineasta a usar desenhos de produção e storyboards para projetar suas cenas. Era proprietário do Théatre Robert-Houdin em Paris, que havia pertencido ao famoso ilusionista francês Jean-Eugène Robert-Houdin.

Em 2011 no Festival de Cannes foi exibida uma versão restaurada e colorida de Viagem à Lua (1902), clássico de ficção científica da era do cinema mudo, dirigido por George Méliès (1861-1938). Dado como perdido, o curta de 14 minutos foi exibido em todo seu esplendor 109 anos depois de seu primeiro lançamento.

A equipe que conduziu o trabalho de recuperação descreve a tarefa como uma “ressurreição”. Graças a um cinéfilo anônimo que, no início dos anos 90 do século passado, doou uma cópia colorida do negativo do filmete de Méliès à Cinemateca de Bolonha, na Itália, teve início o processo de resgate de uma peça fundamental na história da sétima arte. Feito um século antes dos avanços digitais, Viagem à Lua descreve a aventura de um grupo de astrônomos em uma expedição ao satélite da Terra.

“A cópia que nos foi apresentada estava literalmente em pedaços”, contou Tom Burton, diretor executivo do departamento de restauração da Technicolor, comentando o estado das cerca de 1.300 imagens do curta. “O nitrato da película tinha se cristalizado, e o filme havia se rompido em diversas partes, como um grande quebra-cabeças”. Salvo das sombras, Viagem à Lua ganhou trilha sonora do grupo Air. “Ela faz uma conexão entre a plateia dos dias de hoje e as imagens do passado”, justificou Serge Bromberg, diretor da Lobster Films, à frente do projeto.

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