{Amazônia} Parte 3 – Santarém e Alter do Chão (Pará)

Por Érica Catarina Pontes
OBS.: Sou Fotógrafa e Viajante, não sou blogueira de viagem, nem tenho vínculo com nenhum local de hospedagem ou transporte, portanto o texto abaixo é o meu ponto de vista sobre o que vi, vivi e senti nesta viagem, nesta ocasião, Ok ?!?! 🙂

Valores Referentes à Fevereiro de 2015

SANTARÉM E ALTER DO CHÃO –  Todo mundo quando pensa em Amazônia já imagina Floresta, Floresta e mais Floresta, pois em plena selva Alter é uma aldeia de pescadores a 35 quilômetros de Santarém, a segunda maior cidade paraense, que se transforma em um concorrido balneário quando as águas do rio baixam e deixam o cenário paradisíaco à vista, ou seja, na Amazônia tem praia (de água doce), e acredite, são lindas demais. 

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Fui recepcionada por um monte de borboletas… 🙂

Santarém foi meu ponto de chegada de barco e de saída quando fui pegar o voo para Belém, é uma cidade grande e Alter do Chão é uma vila de Santarém para chegar até lá é bem fácil, tem ônibus comum bem perto do porto e que vai direto pra vila, o trajeto dura uns 40 minutos mais ou menos.

Quando eu comecei a planejar esta viagem não olhei quais eram os períodos de seca e cheia, só sabia o período que teria para ficar fora de São Paulo, confesso que fiquei com um pouco de medo de chegar em Alter do Chão e não ter praia alguma por conta da estação chuvosa onde o rio enche bastante, mas fevereiro a água ainda não cobriu tudo e consegui aproveitar.

Diferente do Rio Negro a água do Rio Tapajós é transparente.
Diferente do Rio Negro a água do Rio Tapajós é transparente.

Curiosidade: Na Amazônia não há variação significativa de temperatura e pluviosidade durante o ano todo, por isso na prática não há estações do ano. Existem apenas duas estações: a estação chuvosa e a estação seca. O período de chuvas na floresta Amazônica é compreendido entre Novembro e Março, e o período de seca (sem atividade chuvosa, com baixa umidade relativa do ar) é verificado entre os meses de Maio a Setembro.

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Lado esquerdo da Praia do Cajueiro

Dica: Em Alter do Chão, leve dinheiro, alguns lugares até passam cartão de débito, mas as vezes a maquininha não funciona tão bem. O caixa eletrônico vive quebrado e a maioria dos lugares não aceita cartão de crédito. Quem é cliente Banco do Brasil tem a possibilidade de sacar dinheiro na agência do Correio.

Sinal de internet é ruim, wi- fi é péssimo Alter é um bom lugar para se desconectar do mundo virtual e se conectar ao mundo real que diga-se de passagem, naquela região é lindo. 😉

No período de seca esta árvore não fica na água assim...
No período de seca esta árvore não fica debaixo da água assim…

Onde Ficar: Em Alter do Chão tem Hi Hostel e este particularmente é muito bom, super indico. O atendimento é excelente, os quartos são amplos, super limpos, tem área externa com um redário, churrasqueira, lugar pra lavar e pendurar as roupas, e o café da manhã é um dos melhores que já vi em hostel (sucos da região, pães e frutas à vontade). Além de tudo isto eles te ajudam a coordenar seus passeios, assim quem viaja sozinha consegue se juntar a outro grupo para não pagar tão caro uma ida a floresta, por exemplo.

Pousada do Tapajós Hostel R$ 45,00 (Quarto Coletivo Feminino/ Fev. 2015)
Site: http://pousadadotapajos.com.br/

Foto: Érica Catarina Pontes
Área externa do Hostel Pousada do Tapajós
Foto: Érica Catarina Pontes
Dia da preguiça no redário… Taylor, o gringo mais brasileiro que muitos brasileiros… ahahahaha

Onde comer: Desde restaurante italiano até o restaurante regional, tem de tudo é só procurar que tem para todos os “bolsos”… Mas o que achei mais fantástico foi o “PF”, aquele famoso prato feito que em todos os lugares vem tudo misturado no mesmo prato, em Alter do Chão vem tudo separadinho e pra quem come pouco como eu, da pra  dividir com outra pessoa, o preço tb é bem honesto R$15,00, não me lembro o nome mas é de esquina em frente da praça e do mercadinho e tem que subir uma escadaria… Acho que é o único que serve PF assim.

O PF mais bonito do Brasil ! rsrsrs

O Que fazer: Alter do Chão é uma vila bem pequenina, mas o que encanta de verdade são suas belezas naturais, com certeza quero voltar outras vezes para poder usufruir mais de tudo.

Atrás do Hostel tem a Praia do Cajueiro que é linda…
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Foto: Érica Catarina Pontes

A ilha do amor fica bem em frente a vila e dizem que no período de “seca”, dá até pra atravessar andando, mas no período em que o rio está cheio temos que pagar o canoeiro para atravessar. R$ 5,00 (que pode ser dividido pela quantidade de pessoas na canoa)

A serra da Piraoca (Piroca… rs) é um dos lugares que temos a melhor visão da floresta e do rio Tapajós e um belíssimo lugar para ver o por do sol.

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Visão na subida da serra…

Atravessando até a llha do amor, faz-se uma trilha de 40/50 minutos até chegar no topo do morro, não precisa de guia, da perfeitamente para ir sozinho, se for ver o pôr do Sol até o final, não esqueça de levar a lanterna que vai ser de grande utilidade na descida do morro e pergunte aos canoeiros qual o último horário de travessia pra não ficar que nem a gente, achando que ia ter que dormir na ilha… ahahahaha

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Em Alter do Chão tem vários passeios muito bons, aí vai de quanto você pode desembolsar, eu acho que um que não se pode deixar de fazer de jeito nenhum é para FLONA do Tapajós , a Floresta Nacional do Tapajós, uma importante unidade de conservação da natureza localizada na Amazônia, mais precisamente às margens do Rio Tapajós. É neste local que acontece todo ano a famosa corrida na floresta Jungle Maraton  e onde podemos ter um belo contato com a Floresta Amazônica e conhecer a Samaúma Gigante, uma árvore muito especial, sobretudo, pelo fato de ser considerada a maior de toda a região amazônica. Há lendas e muitas histórias sobre essa gigante por vários cantos do Brasil. No entanto, o apelido (Vovó) e a fama dessa específica Sumaúma de Maguari se devem a sua idade, estimada entre 900 e mil anos. Uma verdadeira anciã da floresta.

A Samaúma conhecida como Vovó !
A Samaúma conhecida como Vovó !

Tem como chegar de ônibus até a Comunidade de Jamaraquá que fica na FlONA do Tapajós, mas acho que os ônibus saem de Santarém e não tem muitos horários por dia, então a melhor forma é ir de barco de Alter do Chão, fechar um pacote de dia todo ou de pernoite em rede.

Mais informações sobre a FLONA no site do ICMBio: http://www.icmbio.gov.br/flonatapajos/guia-do-visitante.html

Chegando na Comunidade Ribeirinha do Jamaraquá
Chegando na Comunidade Ribeirinha do Jamaraquá
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Casa da Dona Conceição, onde é feito e servido um almoço maravilhoso.

Eu optei pelo pacote de dia todo, o hostel me encaixou em um grupo que só tinha um casal, o que achei ótimo pois grupos muito grandes às vezes acabam sendo cansativos. O valor varia de R$ 140,00 à 230,00, dependendo da quantidade de pessoas, mas é um passeio de dia inteiro que inclui barco, guia, entrada na floresta, almoço na beira do rio, passeio de canoa e todas as belezas que só a Amazônia nos oferece.

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Caminhada na Floresta: Como já havia escrito no primeiro post, caminhada na floresta sempre de sapato fechado e calça, as espécies de formigas que existem por lá são incríveis e você pode não saber que tem alergia até ser picado por uma e estragar todo o seu passeio.

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Olha o tamanho desta formiga vermelha !!!

Se eu disser que vi muitas espécies animais, onça e os caramba, estarei mentindo! rs… A floresta é enorme e bicho não é burro igual o ser humano, eles não irão ficar passeando por lugares que sempre tem gente passando, então no máximo um bando de macacos e pássaros, talvez logo ao amanhecer seja melhor para ver algo. Mesmo assim é fantástico ver a mata primaria e secundária, a quantidade de pequenas espécies vivente nestes ambientes, é tudo lindo demais. 

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Os sapinhos mais coloridos e mais tóxicos… rs

A caminhada dura de acordo com seu guia e a turma que lhe acompanha, eu tive a sorte de ter um guia maravilhoso (S. Rui) e um casal super gente boa de companhia, e tivemos a liberdade para perguntar sobre tudo e caminhar de acordo com nosso ritmo e minha vontade de parar pra fotografar… rs A duração fica em torno de 4 à 6 horas, tempo suficiente para chegar na casa de Dona Conceição morrendo de fome. Após um almoço maravilhoso fizemos um passeio de canoa pelos igarapés, um dos cenários mais lindos que vi em toda viagem.

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Tchau S. Rui !!!! :)
Tchau S. Rui !!!! 🙂

E pra finalizar com chave de ouro, na volta uma parada na praia de Pindobal para admirar mais um lindo espetáculo do sol sobre o rio Tapajós.

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Próximo Post  (e último…rs) – Parte 4 – Belém/Ilha de Algodoal (Pará) – Clique AQUI

Quem Sou: Érica Catarina Pontes – Fotógrafa
Onde fiz estas fotos: Santarém e Alter do Chão – Pará
Onde estou: Guarulhos – SP
Meu trabalho: www.ericatarina.com.br

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2 comentários em “{Amazônia} Parte 3 – Santarém e Alter do Chão (Pará)

  1. Em uma palavra: amei!!!
    Me apaixono ainda mais por minha terra quando vejo comentários tão doces como os seus. Lembro das paixões misturadas às paisagens de Alter do Chão, pura magia! Obrigado pelas palavras e que Deus a abençoe.

    1. Ahhh, obrigada Dernei !!! Alter do Chão é mágico, fiquei encantada e espero sinceramente conseguir voltar e desfrutar mais deste pedaço tão lindo do Brasil !
      Bjos

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