{Maranhão} Lençóis Maranhenses

O parque Nacional dos Lençóis Maranhenses localiza-se na Microrregião dos Lençóis Maranhenses, ao norte do Brasil, no litoral nordeste do estado do Maranhão. Com um perímetro de 270 km e 156 584 ha de área, o parque está inserido no bioma costeiro marinho, com ecossistemas de mangue, restinga e dunas. Lençóis Maranhenses abriga em seu interior aproximadamente 90 000 ha de dunas livres e lagoas inter dunares de água doce, além de grandes áreas de restinga e de costa oceânica. A faixa de dunas avança, a partir da costa, de 5 a 25 km em direção ao interior. Na região encontra-se a nascente do rio Preguiças, que corta o parque até a sua foz no oceano Atlântico. (Fonte: Wikipédia)

  • Tenho muitos sonhos como fotógrafa e um deles era fotografar os Lençóis Maranhenses, paisagens belíssimas que meu passado de bióloga sempre quis conhecer. Fiquei alguns dias em Barreirinhas mas percebi que não conseguiria fotografar com o esquema de turismo de lá, tudo tem hora e lugar certo e não da tempo suficiente de fotografar e sentir o lugar, os passeios levam a lugares bacanas mas sempre muito cheio de turistas e com pouco tempo de permanência, sendo assim, resolvi ir para Atins que é um vilarejo à 2 horas de “jardineira” de Barreirinhas (passando por estrada de muita areia e Dunas), ali é outro ritmo e podemos caminhar pelas dunas e curtir as lagoas do parque sem pressa e sem multidão, a vila é super simples e tranquila, bem melhor que Barreirinhas para quem quer paz e poucos turistas. Outra boa opção para quem quer fotografar é fazer o sobrevoo sobre os Lençóis, aí da pra ter uma visão bem mais ampla. Infelizmente não tive tempo de ir para Santo Amaro, fica para próxima. 🙂

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Na sequência abaixo, as fotos do trajeto até Atins… Revoada dos Guarás, Redário onde fiquei hospedada e Lagoas…

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Abaixo, imagens dos Pequenos Lençóis, Farol do Rio Preguiças e vista aérea do  Rio Preguiças, Praia de Caburé e Lençóis…

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Imagens: Érica Catarina Pontes

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{Paraná} Curitiba

No ano de 2014, o Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, recebeu a exposição “Frida Kahlo – As suas fotografias” , a exposição não viria para São Paulo e eu queria muito ver, foi a deixa para programar uma viagem e claro fotografar um pouquinho esta parte do Brasil.

Desta vez fiz a maioria das fotos com celular e com a Canon G12 que é compacta mas faz foto em Raw (que acho ótimo…rs), a reflex eu utilizei só no Jd. Botânico e algumas partes da viagem de trem.  Acho que saber optar sobre qual equipamento usar, entre carregar muito peso nas costas e ficar mais cansado ou sair mais leve e ter que se virar com o que tem, faz parte do aprendizado fotográfico e algumas vezes um monte de equipamento pode virar um trambolho pra carregar sozinho, então sempre é melhor ver os prós e contras antes de sair com uma mochila pesada. 🙂

Exposição no MOM
Exposição no MON

Segue abaixo algumas fotos que fiz em Curitiba…

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MON – Museu Oscar Niemeyer
Dentro do MOM
Eu e a Prima Nicinha dentro do MON
MON - Museu Oscar Niemeyer
MON – Museu Oscar Niemeyer
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Jd Botânico
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Jd Botânico
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Jd. Botânico
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Parque Tanguá
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Opera de Arame

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Sobre o trem que parte de Curitiba até Morretes você pode ver mais informações no site da Serra Verde Express , o passeio vale a pena e dá pra fazer em 1 dia, sai de manhã e volta de tardezinha.

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{SP} Corpus Christi em Santana de Parnaíba

Corpus Christi significa Corpo de Cristo.  É uma festa religiosa da Igreja Católica que tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. A festa de Corpus Christi acontece sempre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia. A festa do Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264.

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Durante esta festa são celebradas missas festivas e as ruas são enfeitadas para a passagem da procissão onde é conduzido geralmente pelo Bispo, ou pelo pároco da Igreja, o Santíssimo Sacramento que é acompanhada por multidões de fiéis em cada cidade brasileira. 

A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo.

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Quem Sou: Érica Catarina Pontes – Fotógrafa
Onde fiz estas fotos: Santana de Parnaíba – SP
Onde estou: Guarulhos – SP
Meu trabalho: www.ericatarina.com.br

{Minas Gerais} Semana Santa em Ouro Preto

A cultura popular brasileira sempre me encanta e faz com que eu viaje por este Brasil à procura de bons registros sobre cada evento. Em 2013 estive durante a semana santa em Ouro Preto e tive a oportunidade de vivenciar e fotografar este lindo ritual na cidade histórica.

Museu da Independência - Centro Histórico Ouro Preto
Museu da Independência – Centro Histórico Ouro Preto

A Semana Santa é Ouro Preto em pleno estado de graça. No altar das montanhas de Minas, a cidade celebra sua grande festa, na qual arte e fé se confundem e projetam, numa única expressão, o sentimento mais profundo do povo. Há mais de três séculos, Ouro Preto rememora a Paixão de Jesus Cristo com a dramaticidade barroca da liturgia e a emoção criadora da arte.

A cidade se empenha intensamente na organização das festividades, e todas as paróquias, na cidade e nos distritos, celebram a Semana Santa. Há uma tradição de revezamento da presidência do cerimonial entre as duas paróquias mais antigas de Ouro Preto.

 Na noite de sábado santo e na madrugada de domingo da Ressurreição, a cidade se mobiliza para confeccionar os tapetes de flores. Muitos turistas se engajam na tarefa, que se estende da Igreja de São Francisco de Assis até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, pelo centro da cidade. Grupos de seresta, na madrugada das Aleluias, desfilam ao longo dos tapetes, saudando os que o confeccionam e anunciando a alegria da Páscoa.

Fonte:
http://www.ouropreto.mg.gov.br

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Quem Sou: Érica Catarina Pontes – Fotógrafa
Onde fiz estas fotos: Outro Preto – MG
Onde estou: Guarulhos – SP
Meu trabalho: www.ericatarina.com.br

{Goiás} As Cavalhadas em Pirenópolis

Estive em 2015 na cidade de Pirenópolis – Goiás para conhecer e fotografar as famosas “Cavalhadas”, vi as fotos deste evento em alguns livros sobre cultura popular brasileira e sempre tive curiosidade tanto de conhecer a cidade quanto de ver todos em festas durante estes dias. As cavalhadas ocorrem no período da Festa do Divino que acontece 50 dias após o Domingo de Páscoa.

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Centro Histórico de Pirenópolis – Goiás
Centro Histórico de Pirenópolis - Goiás
Centro Histórico de Pirenópolis – Goiás

O que é a Cavalhada ?Cavalhada é uma celebração portuguesa tradicional que teve origem nos torneios medievais, onde os aristocratas exibiam em espetáculos públicos a sua destreza e valentia, e frequentemente envolvia temas do período da Reconquista. As cavalhadas recriam os torneios medievais e as batalhas entre cristãos e mouros, algumas vezes com enredo baseado no livro Carlos Magno e Os Doze Pares da França, uma coletânea de histórias fantásticas sobre esse rei. No Brasil, registram-se desde o século XVII e as cavalhadas acontecem durante a festa do Divino, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

  • As Cavalhadas de Pirenópolis do município de Pirenópolis, em Goiás,  a festa inclui também personagens Mascarados (folclore) que representam o povo. Vestindo roupas coloridas e montando cavalos enfeitados, eles saem pelas ruas a galope, fazendo algazarra. A encenação dura três dias, cada um deles com uma batalha. Ao final, os cristãos vencem os mouros, que se acabam convertendo ao cristianismo.
    Fonte: Wikipédia

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Quem são os Mascarados? Outra grande atração da festa são os Mascarados, ou Curucucús, irreconhecíveis com suas roupas coloridas.  Sozinhos ou em bando, os Mascarados tomam conta das ruas, anunciados pelo barulho das polaques que penduram nos pescoços dos cavalos.

Dotados de grande visibilidade, mas protegidos pelo anonimato, eles podem “tudo”: pedir dinheiro, dançar, pular, brincar, flertar, gracejar… não há requisitos para se sair de mascarado, a não ser o uso de máscaras e a vontade de brincar.

Representando o povo através de sua espontaneidade, eles brincam com todos não só no Campo das Cavalhadas (Cavalhódromo), mas também pelas ruas e bares da cidade.
Fonte: pirenopolis.com.br

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Quem Sou: Érica Catarina Pontes – Fotógrafa
Onde fiz estas fotos: Pirenópolis – Goiás
Onde estou: Guarulhos – SP
Meu trabalho: www.ericatarina.com.br

{Amazônia} Parte 4 – Belém e Ilha do Algodoal (Pará)

Por Érica Catarina Pontes
OBS.: Sou Fotógrafa e Viajante, não sou blogueira de viagem, nem tenho vínculo com nenhum local de hospedagem ou transporte, portanto o texto abaixo é o meu ponto de vista sobre o que vi, vivi e senti nesta viagem, nesta ocasião, Ok ?!?! 🙂

Valores Referentes à Fevereiro de 2015

BELÉM

Voltando aquela história de ficar pouco tempo nas capitais e cidades grandes, em Belém não foi diferente, fiquei pouco tempo, mas o suficiente pra caminhar e conhecer alguns lugares.

Cheguei no aeroporto e peguei um taxi até o hostel que havia feito reserva e aí…. Que decepção, o pior hostel da rede HI Hostel que já fiquei em minha vida. Um casarão antigo mas bem mal cuidado, infelizmente higiene não é o forte, café da manhã muito menos e é tudo contado, 1 pão, 1 pedaço de fruta e 1 café.. ahahahaha… Seria cômico se não fosse trágico, mas como eu iria me hospedar apenas por 2 noites e já estavam pagas, criei coragem, fechei os olhos e encarei… rs

Então neste post excepcionalmente não teremos o “Onde ficar” e sim “Onde não ficar”, se for a Belém não fique no Amazônia Hostel, o nome é bonito e o casarão por fora também engana, mas todo o resto é Péssimo, precisam de uma reforma tanto no ambiente quanto na forma de trabalhar !!! 😉

Foto: Érica Catarina Pontes
Se a cozinha do café da manhã era assim, imagine o resto… rsrsrs Aqui temos um saco de pão junto com pano sujo e um saco de maçã… Melhor estilo, “É o que tem pra hj” ! ahahaha

Onde Comer: O que não falta é lugar pra comer, tem de tudo é um sucesso! Eu especialmente gostei muito da Estação das Docas, tem várias opções de comidas, cervejaria, sorveteria… e pra completar a visão de um lindo espetáculo do por do sol.

             Estação das Docas: http://www.estacaodasdocas.com.br/

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O que Fazer:
Caminhei bastante em Belém, peguei ônibus uma vez só e é bem fácil chegar no Centro Histórico. Como eu tinha também que ir até a rodoviária comprar passagem para Algodoal aproveitei e fui andando porque no caminho pude visitar a Basílica de Nazaré, Museu Emílio Goeldi (que parece um Zoo) e o Mercado São Braz.

Não vou ficar falando sobre todos os pontos turísticos que fica cansativo, então colocarei fotos. Como tinham me falado pra não andar sozinha com máquina muito grande, chamando a atenção, deixei meu equipamento em casa e só sai com o celular e a G12 que é pequena e cabe na bolsa. 🙂

Foto: Érica Catarina Pontes
Basílica de Nossa Senhora de Nazaré
Foto: Érica Catarina Pontes
Andar com fé eu vou…
Todos os mercados em Belém tem o "setor" das Umbanda e Candomblé.
Todos os mercados em Belém tem o “setor” das Umbanda e Candomblé.

Super Vitória Régia no Museu Emílio Goeldi

Super Vitória Régia no Museu Emílio Goeldi

Foto: Érica Catarina Pontes
Centro Histórico de Belém
Foto: Érica Catarina Pontes
Palácio Antônio Lemos – Museu de Arte de Belém
Foto: Érica Catarina Pontes
Mercado Ver o Peso
Foto: Érica Catarina Pontes
Forte do Presépio
Foto: Érica Catarina Pontes
Praça Frei Caetano Brandão
Foto: Érica Catarina Pontes
Centro Histórico

ILHA DO ALGODOAL

Para chegar até a Ilha do Algodoal é necessário pegar um ônibus que sai da rodoviária de Belém até a cidade de Marudá, depois lá no porto, um barquinho até a ilha. O transporte até a ilha do Algodoal é uma beleza, demora umas 4 horas porque para em todos os lugares possíveis e imagináveis, sobe todo tipo de vendedor também e é um ônibus bem velho… rs  

ônibus moderníssimo… SQN

Ônibus: Companhia Rápido Excelsior – (91) 3249-6365 R$ 23,00 
Belém / Marudá – 6h, 9h, 12:30h, 14:30h e 16:30h;
Marudá / Belém – 7h, 12h, 15h e 17h.
Partida do Terminal Rodoviário de Belém, em São Brás.
R$ 23,00

Barco: Algo em torno de R$ 5,00, não recordo o valor exato
MARUDA/ALGODOAL segunda a quinta 8:30/11:00/13:30/17:00  

SEXTA A DOMINGO 9:00/12:30/14:30/17:00
ALGODOAL /MARUDA SEGUNDA A QUINTA 6:00/8:00/10:30/13:30  
SEXTA A DOMINGO 6:00/8:00/10:30/13:30/15:00/17:00
R$ 5,00 (aproximadamente)

Chegando em Marudá é bom avisar o cobrador que vai pra Ilha do Algodoal que aí eles te deixam na frente do porto, senão param só na rodoviária mesmo.  Neste última etapa da viagem acabaram as praias de rio e o mar vem nos mostrar quem é que manda… rs… O barquinho balança que chega dar frio na barriga nas descidas das ondas. O mesmo barco (pequeno) que carrega pessoas é o que leva os mantimentos pra ilha, portanto o espaço fica mais reduzido.

Foto: Érica Catarina Pontes
Barquinho que balança horrores

Curiosidade: Na Ilha não existem carros, motos, etc, o único meio de transporte é a pé ou de carroça.  E os carroceiros tem até associação com regras, o lado bom disto é que a gente não vê sujeira do animal em lugar nenhum, pois cada carroceiro tem que limpar a sujeira do cavalo ou pagam uma multa. 😉 

Foto: Érica Catarina Pontes
As regras para os carroceiros….

Foto: Érica Catarina Pontes

Onde Ficar: Eu fui sem reservar nada, na sorte, tinha indicação de uma pousada simples e barata e só… Cheguei lá e pedi para me levarem direto na Pousada ABC porque o sol estava cruel e eu só pensava em almoçar e ir pra praia…rs

Pousada ABC: R$ 35,00 diária com café da manhã
Não tem site e é bemmmm simples (acho que tem algo no booking mas cobram bem mais caro)

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O que Fazer: Meditar, caminhar, pensar na vida, fotografar, tomar sol, entrar no mar… ou seja, é um lugar tranquiiiiiiiiiilo… As paisagens compensam e eu gosto de ter este tempo comigo para refletir e estar em contato com a natureza. 

Foto: Érica Catarina Pontes
A Maré sobe e desce de 6 em 6 horas, você pode ir caminhando até a Praia da Princesa e na volta não conseguir atravessar porque a maré sobe muuuuito, mas isto não é problema pois tem o “transfer” de canoa à R$2,00. 😉

Foto: Érica Catarina Pontes
Maré baixa…
Foto: Érica Catarina Pontes
“Transfer” de canoa R$2,00

Dica: Além do protetor solar, ande sempre com o repelente na bolsa, este foi o lugar na viagem toda que teve mais mosquitos (carapanã), eles só faltam fazer você levitar… ahahahaha

Foto: Érica Catarina Pontes
Venta bastante e as nuvens a noite fizeram um espetáculo
Foto: Érica Catarina Pontes
O céu ficou a maior parte do tempo encoberto mas de dia sempre saia sol


Quem Sou:
Érica Catarina Pontes – Fotógrafa
Onde fiz estas fotos: 
Belém e Ilha de AlgodoalPará
Onde estou:
Guarulhos – SP
Meu trabalho:
www.ericatarina.com.br

{Amazônia} Parte 3 – Santarém e Alter do Chão (Pará)

Por Érica Catarina Pontes
OBS.: Sou Fotógrafa e Viajante, não sou blogueira de viagem, nem tenho vínculo com nenhum local de hospedagem ou transporte, portanto o texto abaixo é o meu ponto de vista sobre o que vi, vivi e senti nesta viagem, nesta ocasião, Ok ?!?! 🙂

Valores Referentes à Fevereiro de 2015

SANTARÉM E ALTER DO CHÃO –  Todo mundo quando pensa em Amazônia já imagina Floresta, Floresta e mais Floresta, pois em plena selva Alter é uma aldeia de pescadores a 35 quilômetros de Santarém, a segunda maior cidade paraense, que se transforma em um concorrido balneário quando as águas do rio baixam e deixam o cenário paradisíaco à vista, ou seja, na Amazônia tem praia (de água doce), e acredite, são lindas demais. 

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Fui recepcionada por um monte de borboletas… 🙂

Santarém foi meu ponto de chegada de barco e de saída quando fui pegar o voo para Belém, é uma cidade grande e Alter do Chão é uma vila de Santarém para chegar até lá é bem fácil, tem ônibus comum bem perto do porto e que vai direto pra vila, o trajeto dura uns 40 minutos mais ou menos.

Quando eu comecei a planejar esta viagem não olhei quais eram os períodos de seca e cheia, só sabia o período que teria para ficar fora de São Paulo, confesso que fiquei com um pouco de medo de chegar em Alter do Chão e não ter praia alguma por conta da estação chuvosa onde o rio enche bastante, mas fevereiro a água ainda não cobriu tudo e consegui aproveitar.

Diferente do Rio Negro a água do Rio Tapajós é transparente.
Diferente do Rio Negro a água do Rio Tapajós é transparente.

Curiosidade: Na Amazônia não há variação significativa de temperatura e pluviosidade durante o ano todo, por isso na prática não há estações do ano. Existem apenas duas estações: a estação chuvosa e a estação seca. O período de chuvas na floresta Amazônica é compreendido entre Novembro e Março, e o período de seca (sem atividade chuvosa, com baixa umidade relativa do ar) é verificado entre os meses de Maio a Setembro.

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Lado esquerdo da Praia do Cajueiro

Dica: Em Alter do Chão, leve dinheiro, alguns lugares até passam cartão de débito, mas as vezes a maquininha não funciona tão bem. O caixa eletrônico vive quebrado e a maioria dos lugares não aceita cartão de crédito. Quem é cliente Banco do Brasil tem a possibilidade de sacar dinheiro na agência do Correio.

Sinal de internet é ruim, wi- fi é péssimo Alter é um bom lugar para se desconectar do mundo virtual e se conectar ao mundo real que diga-se de passagem, naquela região é lindo. 😉

No período de seca esta árvore não fica na água assim...
No período de seca esta árvore não fica debaixo da água assim…

Onde Ficar: Em Alter do Chão tem Hi Hostel e este particularmente é muito bom, super indico. O atendimento é excelente, os quartos são amplos, super limpos, tem área externa com um redário, churrasqueira, lugar pra lavar e pendurar as roupas, e o café da manhã é um dos melhores que já vi em hostel (sucos da região, pães e frutas à vontade). Além de tudo isto eles te ajudam a coordenar seus passeios, assim quem viaja sozinha consegue se juntar a outro grupo para não pagar tão caro uma ida a floresta, por exemplo.

Pousada do Tapajós Hostel R$ 45,00 (Quarto Coletivo Feminino/ Fev. 2015)
Site: http://pousadadotapajos.com.br/

Foto: Érica Catarina Pontes
Área externa do Hostel Pousada do Tapajós
Foto: Érica Catarina Pontes
Dia da preguiça no redário… Taylor, o gringo mais brasileiro que muitos brasileiros… ahahahaha

Onde comer: Desde restaurante italiano até o restaurante regional, tem de tudo é só procurar que tem para todos os “bolsos”… Mas o que achei mais fantástico foi o “PF”, aquele famoso prato feito que em todos os lugares vem tudo misturado no mesmo prato, em Alter do Chão vem tudo separadinho e pra quem come pouco como eu, da pra  dividir com outra pessoa, o preço tb é bem honesto R$15,00, não me lembro o nome mas é de esquina em frente da praça e do mercadinho e tem que subir uma escadaria… Acho que é o único que serve PF assim.

O PF mais bonito do Brasil ! rsrsrs

O Que fazer: Alter do Chão é uma vila bem pequenina, mas o que encanta de verdade são suas belezas naturais, com certeza quero voltar outras vezes para poder usufruir mais de tudo.

Atrás do Hostel tem a Praia do Cajueiro que é linda…
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Foto: Érica Catarina Pontes

A ilha do amor fica bem em frente a vila e dizem que no período de “seca”, dá até pra atravessar andando, mas no período em que o rio está cheio temos que pagar o canoeiro para atravessar. R$ 5,00 (que pode ser dividido pela quantidade de pessoas na canoa)

A serra da Piraoca (Piroca… rs) é um dos lugares que temos a melhor visão da floresta e do rio Tapajós e um belíssimo lugar para ver o por do sol.

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Visão na subida da serra…

Atravessando até a llha do amor, faz-se uma trilha de 40/50 minutos até chegar no topo do morro, não precisa de guia, da perfeitamente para ir sozinho, se for ver o pôr do Sol até o final, não esqueça de levar a lanterna que vai ser de grande utilidade na descida do morro e pergunte aos canoeiros qual o último horário de travessia pra não ficar que nem a gente, achando que ia ter que dormir na ilha… ahahahaha

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Em Alter do Chão tem vários passeios muito bons, aí vai de quanto você pode desembolsar, eu acho que um que não se pode deixar de fazer de jeito nenhum é para FLONA do Tapajós , a Floresta Nacional do Tapajós, uma importante unidade de conservação da natureza localizada na Amazônia, mais precisamente às margens do Rio Tapajós. É neste local que acontece todo ano a famosa corrida na floresta Jungle Maraton  e onde podemos ter um belo contato com a Floresta Amazônica e conhecer a Samaúma Gigante, uma árvore muito especial, sobretudo, pelo fato de ser considerada a maior de toda a região amazônica. Há lendas e muitas histórias sobre essa gigante por vários cantos do Brasil. No entanto, o apelido (Vovó) e a fama dessa específica Sumaúma de Maguari se devem a sua idade, estimada entre 900 e mil anos. Uma verdadeira anciã da floresta.

A Samaúma conhecida como Vovó !
A Samaúma conhecida como Vovó !

Tem como chegar de ônibus até a Comunidade de Jamaraquá que fica na FlONA do Tapajós, mas acho que os ônibus saem de Santarém e não tem muitos horários por dia, então a melhor forma é ir de barco de Alter do Chão, fechar um pacote de dia todo ou de pernoite em rede.

Mais informações sobre a FLONA no site do ICMBio: http://www.icmbio.gov.br/flonatapajos/guia-do-visitante.html

Chegando na Comunidade Ribeirinha do Jamaraquá
Chegando na Comunidade Ribeirinha do Jamaraquá
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Casa da Dona Conceição, onde é feito e servido um almoço maravilhoso.

Eu optei pelo pacote de dia todo, o hostel me encaixou em um grupo que só tinha um casal, o que achei ótimo pois grupos muito grandes às vezes acabam sendo cansativos. O valor varia de R$ 140,00 à 230,00, dependendo da quantidade de pessoas, mas é um passeio de dia inteiro que inclui barco, guia, entrada na floresta, almoço na beira do rio, passeio de canoa e todas as belezas que só a Amazônia nos oferece.

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Caminhada na Floresta: Como já havia escrito no primeiro post, caminhada na floresta sempre de sapato fechado e calça, as espécies de formigas que existem por lá são incríveis e você pode não saber que tem alergia até ser picado por uma e estragar todo o seu passeio.

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Olha o tamanho desta formiga vermelha !!!

Se eu disser que vi muitas espécies animais, onça e os caramba, estarei mentindo! rs… A floresta é enorme e bicho não é burro igual o ser humano, eles não irão ficar passeando por lugares que sempre tem gente passando, então no máximo um bando de macacos e pássaros, talvez logo ao amanhecer seja melhor para ver algo. Mesmo assim é fantástico ver a mata primaria e secundária, a quantidade de pequenas espécies vivente nestes ambientes, é tudo lindo demais. 

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Os sapinhos mais coloridos e mais tóxicos… rs

A caminhada dura de acordo com seu guia e a turma que lhe acompanha, eu tive a sorte de ter um guia maravilhoso (S. Rui) e um casal super gente boa de companhia, e tivemos a liberdade para perguntar sobre tudo e caminhar de acordo com nosso ritmo e minha vontade de parar pra fotografar… rs A duração fica em torno de 4 à 6 horas, tempo suficiente para chegar na casa de Dona Conceição morrendo de fome. Após um almoço maravilhoso fizemos um passeio de canoa pelos igarapés, um dos cenários mais lindos que vi em toda viagem.

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Tchau S. Rui !!!! :)
Tchau S. Rui !!!! 🙂

E pra finalizar com chave de ouro, na volta uma parada na praia de Pindobal para admirar mais um lindo espetáculo do sol sobre o rio Tapajós.

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Próximo Post  (e último…rs) – Parte 4 – Belém/Ilha de Algodoal (Pará) – Clique AQUI

Quem Sou: Érica Catarina Pontes – Fotógrafa
Onde fiz estas fotos: Santarém e Alter do Chão – Pará
Onde estou: Guarulhos – SP
Meu trabalho: www.ericatarina.com.br