Martine Franck (1938)…

Nascida na Bélgica, Martine cresceu nos Estados Unidos e na Inglaterra e estudou na Universidade de Madri e na l´École Du Louvre, de Paris. Assistente de fotografia da Time-Life, em 1964 documentou o nascimento do Théâtre Du Soleil. Em 1972 colaborou na fundação da agência Viva e fotografou diversos artistas e escritores. Muitos de seus retratos femininos ilustraram a revista Vogue.

Em 1980 integrou-se à agência Magnum. Foi segunda esposa de Cartier-Bresson, e legou interessantes registros de seu marido como pintor. Em suas abordagens fotográficas ao tema da atividade artística, principalmente plástica, introduziu um verdadeiro elemento de denúncia social ou, ao menos, estiveram sempre presentes as contingências sociais da criação. Nesse sentido, são memoráveis suas imagens sobre a prática do desenho pelas crianças no Lesoto e nos acampamentos de refugiados no sul do Sudão.

Em 1993 realizou uma reportagem na ilha de Tory, na Irlanda, onde cobriu o dia-a-dia de uma tradicional comunidade gaélica. Realizou diversas reportagens sobre os tibetanos na Índia e no Nepal, com destaque para seu trabalho sobre os tulkus, jovens lamas escolhidos como reencarnação dos antigos mestres. Suas fotos foram exibidas nos principais centros culturais do mundo.

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Francesca Woodman…

Francesca Woodman (Denver, 3 de abril de 1958 – 1981) 

Ficou famosa pelos seus trabalhos em preto e branco, onde utilizou da própria imagem ou modelos femininos. Muitas das suas fotografias mostram jovens mulheres nuas, desfocadas (devido ao movimento e longos tempos de exposição), fundindo com os seus arredores, ou com os seus rostos velados. 

Sua carreira estava apenas no início. Mas as inquietudes e perturbações de Francesca iriam além de suas imagens. Em 1981, aos 22 anos, Francesca cometeria suicídio, deixando um belíssimo trabalho que se tornaria referência para a arte feminista.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Francesca Woodman, clique aqui.

 

Maureen Bisilliat…


Maureen Bisilliat

Sheila Maureen Bisilliat (Englefieldgreen, Surrey, Inglaterra 1931). Fotógrafa. 

Estuda pintura em Paris e Nova York, antes de se fixar definitivamente no Brasil em 1957, na cidade de São Paulo. Troca a pintura pela fotografia no início dos anos 1960, trabalhando na Editora Abril entre 1964 e 1972, na revista Realidade.

É autora de livros de fotografia inspirados em obras de grandes escritores brasileiros: A João Guimarães Rosa, 1966; A Visita, 1977, no poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987); Sertão, Luz e Trevas, 1983, no clássico de Euclides da Cunha (1866 – 1909); O Cão sem Plumas, 1984, no poema de mesmo título de João Cabral de Melo Neto (1920 – 1999); Chorinho Doce, 1995, com poemas de Adélia Prado (1935); e Bahia Amada Amado, 1996, com seleção de textos de Jorge Amado (1912 – 2001). Em 1985 expõe em sala especial na 18ª Bienal Internacional de São Paulo um ensaio fotográfico inspirado no livro O Turista Aprendiz, de Mário de Andrade (1893 – 1945). Merecem ainda menção as obras de sua autoria: Xingu Território Tribal, 1979, e Terras do Rio São Francisco, 1985.

A partir da década de 1980, dedica-se ao trabalho em vídeo, com destaque para Xingu/Terra, documentário de longa-metragem rodado com Lúcio Kodato na aldeia mehinaku, Alto Xingu.

Em 1988, é convidada pelo antropólogo Darcy Ribeiro (1922 – 1997), com Jacques Bisilliat (seu segundo marido) e Antônio Marcos Silva (seu sócio), a levantar um acervo de arte popular latino-americano para a Fundação Memorial da América Latina. Viaja com Jacques para o México, Guatemala, Equador, Peru e Paraguai para recolher peças para a coleção permanente do Pavilhão da Criatividade, do qual é curadora.

Ensaio “Pele Preta”. (Maureen Bisilliat/Acervo Instituto Moreira Salles)
Ensaio “Pele Preta”. (Maureen Bisilliat/Acervo Instituto Moreira Salles)

Claudia Andujar…

Cláudia Andujar, viveu na Hungria e nos Estados Unidos no início dos anos 50, transferindo-se para São Paulo em 1957, naturalizando-se brasileira.

Atuou como repórter fotográfica de 1960 à 1971; de 1970 à 1975 desenvolveu, juntamente com George Love (fotógrafo), o Workshop de Fotografia no Museu de Arte de São Paulo, trabalho que acabou por influenciar dezenas de fotógrafos paulistas em atividade nestas duas últimas décadas. No final da década de 70 passa a se dedicar exclusivamente à luta pela preservação do povo Yanomami, tendo sido uma das fundadoras da Comissão pela Criação do Parque Yanomami.

Em sua procura pelo eterno Claudia Andujar leva para suas imagens a compreensão, a angústia, os devaneios dos que aqui vivem em busca da verdade. Toda a continuidade de vulnerabilidade do Ser produz um som visual em movimento. O drama, os cortes, o modo de buscar o enquadramento, aliando razão e intuição, e os personagens se arredondam para falar de uma incessante busca pela compreensão. Há reflexos na fotografia de Andujar tanto quanto no pensamento de Brecht: “O destino do homem é o próprio homem.” (Fonte: Wikipédia)


Nan Goldin… “A transgressora”

Nan Goldin está na Bienal de Artes de São Paulo 2010… Na Bienal é apresentado o slideshow “The Ballad of Sexual Dependency”, com centenas de imagens feitas entre 1979 e 2004, que registram a cena punk, o universo das drogas, o feminismo e a Aids.

Nan Goldin após ser agredida pelo namorado – 1984

Nan Goldin (Washington, D.C.,1953) é uma fotógrafa norte- americana conhecida por suas fotografias em que retrata amigos e familiares em momentos íntimos, sensuais e transgressores.

Goldin cresceu em uma familia judia de classe média alta em Boston, Massachisetts, Em 1968 um professor da escola e que estudava, Satya Community School, lhe introduziu a câmera fotográfica; Goldin tinha quinze anos de idade. Sua primeira mostra solo, realizada em Boston em 1973, foi baseada em suas jornadas fotográficas através das comunidades gays e transexuais da cidade, introduzida no meio pelo amigo David Armstrong.

Depois de se formar, Goldin mudou-se para Nova York. Começou então a documentar o cenário new-wave pós-punk, simultaneamente à subcultura gay no final da década de 1970 e começo da década de 1980.

Na sequência algumas fotos de Nan Goldin…



Diane Arbus… “A fotógrafa dos excluídos”…

Diane Arbus se casou aos 18 anos com o fotografo Allan Arbus. Começou a fotografar com Allan, seu marido. Depois de se separar, aprendeu com Alexey Brodovitch e Richard Avedon. No início dos anos 1960 deu início à carreira de fotojornalista e publicou na Esquire, The New York Times Magazine, Harper`s Bazaar e Sunday Times, entre outras revistas.

A temática principal de sua fotografia era “o outro lado”, mais angustiado, da cultura americana, fotografou essencialmente pessoas à margem da sociedade e pessoas comuns em poses e expressões enigmáticas.

Os retratos de Diane Arbus trazem quase sempre a combinação de dois elementos fundamentais. Em primeiro lugar, uma empatia do sujeito fotografado com o fotógrafo. Os modelos de Diane parecem confiar nela, oferecendo-se à câmara com o olhar. Por outro lado, há um detalhe técnico que acrescenta uma aura de estranheza ao retrato: Diane foi uma das primeiras fotógrafas a usar sistematicamente o flash juntamente com a luz do dia. Não só isto evitava o escurecimento de rostos frente a cenários demasiadamente claros, como também banhava o modelo com uma luz dura e direta, sem artifícios. O resultado desta combinação, além da precisa escolha das pessoas fotografadas, é um trabalho marcante e perturbador, que coloca Diane Arbus como um dos nomes mais importantes da fotografia documental.

A narrativa presente na obra de Arbus é de reação aos ideais de uma sociedade de consumo em que a imagem pertence a uma ordem positiva e a liberdade, como um valor presente que garante a todos uma condição democrática de vida, é ilusória. Há na sociedade de consumo uma sensação de repúdio ao mundo dos anormais, esse mundo bizarro que denuncia a hipocrisia do mundo “normal”; é nessa via que Arbus trafega.

Em 1971 Diane Arbus se suicidou. Esse fato, como disse Susan Sontag, “parece garantir que a sua obra é sincera”. A idéia de obra sincera surge em oposição a uma obra “voyeurística”, “compassiva e não indiferente”. Sontag diz ainda que “o seu suicídio parece igualmente tornar as fotografias mais devastadoras”, como se provassem que tinham sido perigosas para ela.

“Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado…”
( Diane Arbus, fotógrafa / (1923-1971))