As “sacudidas da vida” e meu encontro com a fotografia…

(Por Érica Catarina Pontes)

Minha primeira formação foi em Biologia porém nunca atuei na área (eu gostava mas sentia q isto não era exatamente a minha praia, mas tb não sabia o que era), fiquei anos em trabalhos burocráticos rotineiros que nunca me fizeram feliz de verdade, sempre faltava algo ou alguma coisa, mas precisava trabalhar então continuava lá sendo infeliz e descontando minhas frustrações em outras coisas…

E aí a vida veio e me “sacudiu” pela primeira vez:
Tive Síndrome do Pânico, era um medo inexplicável que desencadeava uma série de sintomas e acabava com uma boa visita ao Pronto Socorro… Foram inúmeras vezes até eu não conseguir mais ir trabalhar, me afastei e começou minha jornada por psiquiatras, remédios, terapia (nesta época fui a terapia meio que “forçada” pois eu não melhorava só com remédio)… E a vida me sacudiu pela primeira vez… Em 2009 tomei coragem e me desliguei da empresa onde trabalhava, com o dinheiro da rescisão comprei minha primeira máquina e iniciei os cursos em fotografia.

Aqui foi só o começo da jornada, ainda trabalhei com outras coisas e testei outras possibilidades antes de entrar na fotografia…

E a vida veio e me “sacudiu” pela segunda vez:
Após outras tentativas “frustradas” de trabalho, em 2010 a fotografia se tornou minha profissão, de início não sabia exatamente o que estava fazendo e achava que não ia conseguir, estava perdida dentro de um mar de imagens da era moderna. Não venho de uma uma família de artistas que pudesse me compreender (rs), nem tinha ninguém da fotografia para me apoiar, nem tinha “patrocínio” (rs) e muito menos dinheiro suficiente pra investir em equipamentos caros, desta forma grande parte das pessoas (inclusive eu) achava que minha “festa da fotografia” iria acabar no primeiro ano, mas de novo a vida veio e me sacudiu… e no final de 2010 ganhei meu primeiro prêmio fotográfico, como se fosse “alguém” dizendo: “Não desista, siga em frente !”… Meio que aos “trancos e barrancos” eu obedeci e segui em frente…

E a “danada da vida” me “chacoalhou” pela terceira vez:
Em 2011 estava feliz pq tinha encontrado minha profissão, mas ainda era incapaz de reconhecer isto totalmente, vivia me comparando com outras pessoas da área, sempre achando todo mundo super bem sucedido e eu uma “ferrada” (rs), me importando muito com todas as criticas (principalmente das criticas feitas por quem eu achava q estava ao meu lado), de forma que tudo isto me deixava cada vez mais pessimista com meu trabalho e comigo mesma, até entrar em depressão, a sensação é de que eu andava ao redor do buraco o tempo inteiro até que me empurraram e eu cai de cabeça dentro dele (eu ainda tinha a ilusão que quem me ajudou a cair no buraco fosse me ajudar mas  ajudou foi a piorar a situação), era uma tristeza tão grande que chegava a doer fisicamente, pensei em desistir de tudo, me bloqueei a ponto de não conseguir mais fotografar, só chorava e queria dormir pra não acordar nunca mais… E la fui eu novamente com meus “caquinhos” em busca de ajuda (agora por minha própria vontade, o que fez muita diferença), de volta ao consultório terapêutico (De 2011 até hoje estou envolvida em um longo processo de autoconhecimento)… e mais uma vez (por incrível que pareça) a vida veio e me deu, um chacoalhão, ao final de 2011 ganhei meu segundo prêmio em fotografia (juro q por esta eu não esperava).

Depois de tudo isso, cheguei a conclusão que a vida já está cansada de me sacudir e eu cansada de desobedecê-la…  Desde a “terceira sacudida” pra cá venho me dedicado ao autoconhecimento através da terapia (Lúcia e Dora que o digam…rs) e posso dizer que foi uma das melhores viagens que eu poderia ter me lançado, pois abriu meu campo de visão e me desbloqueou para o lado artístico. Por muito tempo fiquei tentando “me enquadrar” em alguma área da fotografia, fiquei insistindo em achar minha turma e só tive decepções e falta de apoio. Agora fotografo do meu jeito, mostro o meu mundo, a minha visão, a visão do outro, a minha imaginação criativa, sou fotógrafa, sou artista, sou o que me permitir ser…. vou até onde minha imaginação e sensibilidade deixar e não procuro mais me “enquadrar ” em nada, nem ficar “forçando” uma barra (a minha barra…rs) pra participar de turma alguma, sou o que sou e minha fotografia fala por mim mesma, então sigo sozinha e acredito que as pessoas boas e em mesma sintonia irão se aproximar.

Fotografia é minha respiração, transpiração e estilo de vida, a inspiração vem de dentro, não tem fórmula mágica, nem mapa da mina, não tem como copiar o que se passa dentro de cada um e cada pessoa tem que trilhar o seu próprio caminho, alguns chegam mais rápido outros demoram mais (meu caso), mas o importante é conseguir viver através daquilo que realmente se ama fazer, de nada adianta ter seu salário no fim do mês garantido se vc não se reconhece no que faz e não é feliz.

A vida não é fácil e cada um sabe das suas dificuldades (eu ainda batalho dia a dia pelo reconhecimento) mas o que não se pode fazer é “soterrar” sua intuição e deixar de atender aos “chamados” e dicas que a vida dá, não vou mentir, os obstáculos são inúmeros, muitas vezes eu desanimo, mas dificuldades irão existir sempre, a cada degrau que se sobe existirá um novo desafio que temos que enfrentar e certamente eu teria encurtado um pouco do caminho se não tivesse lutado tanto contra o meu “chamado interior”.

Confesso não sou boa com demandas de clientes e cada vez q alguém me pergunta “E aí, como vai o trabalho?” Eu meço isto pelo esforço q eu dedico ao que gosto e pela quantidade de projetos que consigo criar e desenvolver e não pela quantidade de dinheiro que entrou na minha conta, talvez por isso eu continue sendo uma eterna “duranga”…rs Mas apesar de não ganhar “rios de dinheiro” e não ter uma cartela enorme de clientes sou feliz pois faço o que gosto e de forma que eu consiga ter tempo para criar e atender cada cliente com toda minha inspiração e ainda consiga manter um “pouquinho de sanidade” (rs). Acredito que felicidade não é medida pela conta bancária, nem pelo status na sociedade ou por quantos bens materiais se adquiriu, isto tudo vai virar pó quando a gente parar de respirar, felicidade é o que nos toca,  é o que faz vc não desistir apesar dos inúmeros obstáculos é conseguir se dedicar ao que gosta e manter aquele brilho nos olhos mesmo com as “sacudidas que a vida nos dá”.

2012.08.18_Cerimônia e Recepção-2

Meu direito de Resposta…

Érica Catarina Pontes 1º Lugar na Maratona FNAC de Fotografia 2012...

Não vou ficar “rendendo” muito o assunto pq a discussão na Fanpage ja deu o que tinha que dar, mas diante de tantos protestos de outros participantes eu me dou o direito de resposta, ja que todo mundo se deu o direito de dizer o que queria e bem entendia na Fanpage da Fnac… Segue por aqui apenas 3 itens que quero salientar…

1 – A Maratona Fotográfica Fnac foi promovida com objetivo de promover e divulgar a paixão pela Fotografia.  Parágrafo 2.1. FOTÓGRAFOS “AMADORES” = PESSOAS AINDA DESCONHECIDAS QUE SE DISTINGAM PELA SUA ORIGINALIDADE, EXCELÊNCIA TÉCNICA E INOVAÇÃO DO SEU TRABALHO. Entendo que muitas pessoas tenham certa dificuldade em compreender que uma mesma palavra possa ter diversos significados dependendo apenas do contexto ao qual ela se aplica e neste caso não só eu como muitos fotógrafos em início de carreira estavam ABSOLUTAMENTE APTOS a se inscrever e participar da competição já que amador seria uma pessoa que soubesse fotografar, tivesse uma máquina e fosse ainda desconhecido no meio (sem grandes trabalhos publicados, nem o nome super reconhecido no mercado, etc);
2 – Se vc não possui “espírito esportivo” (Na percepção e na prática, o senso esportivo é definido como as qualidades que são caracterizadas pela generosidade e preocupação genuína com os outros.), NÃO PARTICIPE DE COMPETIÇÕES !!!! A pior coisa que tem é a pessoa q perde e fica expressando sua indignação publicamente para com a organização, o júri ou os ganhadores, resumiria este tipo de atitude que alguns tiveram com uma única palavra… “DESELEGANTE” !!!!
3 – O assunto ja rendeu suficiente na internet e até pessoas q só foram me parabenizar acabaram lendo coisas q não cabia a elas resolver, portanto CHEGA! Só criei este post para exercer meu direito de resposta e para expressar minha indignação da forma que melhor sei fazer que é através de imagens…

Em menos de 24 horas “Fichada e Condenada” !

NÃO ME ROTULEM, NÃO SOU PRODUTO !!!!

Sou FOTÓGRAFA (ponto). Posso me considerar totalmente Amadora diante de um Sebastião Salgado e muito Profissional diante de alguém q não sabe nada sobre fotografia. Tudo depende do ponto de vista meus caros ! E me dar ou não estes “títulos” só depende unica e exclusivamente da qualidade do trabalho q vou desenvolver. Mas uma coisa é certa FOTOGRAFIA PRA MIM É MUITO MAIS QUE PROFISSÃO É ESTILO DE VIDA.

Agradeço aos que acreditam no que faço e torcem por mim, agradeço aos jurados pois creio que deve ter sido difícil chegar a conclusão final, agradeço à todos da FNAC por toda atenção diante de tantos “protestos” via fanpage e agradeço principalmente aos amigos que me “defenderam” pois sabem o qnto venho batalhando para conquistar meu “lugarzinho ao sol”. Encerrando, agradeço as pessoas que protestaram TANTO que se deram até ao trabalho de postar nos comentários meus portifólios, site, fanpage e toda minha vida fotográfica que começou apenas em 2010, quem sabe agora eu saio do “desconhecido”, MUITO OBRIGADA !!! 
Obrigada aos outros concorrentes que me enviaram recados de felicitações e Parabéns aos premiados em 2º Anderson Favila da Silva – FNAC Porto Alegre e
3º lugar Aline Lais Nunes – FNAC Curitiba

“Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação. Por que a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.”
(Bob Marley)

A SUA forma de fotografar…

Qndo comecei a fotografar admirava alguns fotógrafos de uma forma que quase chegava a idolatria e pensava comigo, será q um dia chego neste nível ?!?!? Como será q ele consegue este resultado ??? Nossa, eu quero fotografar igual esta pessoa !!! Aí o tempo passou e eu volto lá para olhar o trabalho daquele meu “ídolo momentâneo”  e então me dou conta que aquilo que eu achava o máximo e queria 2 anos atrás não corresponde mais as minhas expectativas hoje e que “sem me dar conta” acabei criando o “MEU” jeito de fotografar…

Enquanto eu me preocupava em agradar aos outros, fazendo o que me diziam ser a forma correta eu acabava não me encontrando em meu próprio trabalho, agora não sei se me encontrei (vivemos em uma eterna busca de nós mesmos) mas sei que parei de querer suprir as expectativas dos outros porque eu acabava NUNCA agradando aquele que opinou sobre a minha foto e o resultado final era uma puta frustração comigo mesma.

Tenho pouco tempo de experiência perto de muitos que estão no mercado MAS uma coisa é certa não há escola ou ídolo capaz de te dizer a forma certa de fotografar, o que aprendemos com eles (ou sozinho mesmo) é a técnica, mas uma vez “aprendido” o restante é por sua conta e risco.  E é aí que vem a parte mais difícil de todas, se permitir, deixar as opiniões alheias um pouco de lado e seguir o seu instinto, pois  a sua forma de ver e “congelar o tempo” é única e o que é certo pra mim pode não ser pra vc. Claro que regras existem mas até mesmo elas estão aí para serem quebradas, desde que vc acredite no que faz.

Fotografia é um eterno aprendizado, pois cada texto que vc lê, cada filme que vc vê, cada música que te toca, cada momento da sua vida (alegres ou tristes) fazem com que a sua forma de ver, de interpretar e de mostrar os fatos mude também e por isso o ato de fotografar acaba sendo único e quem tenta ser apenas uma “cópia” do outro certamente vai se frustrar no primeiro obstáculo que aparecer pela frente.

Acredito (ou quero acreditar) que apesar das dificuldades de se colocar no mercado, das torcidas contra e a favor, dos “palpiteiros” de plantão, dos metidos a “sabichões” que te tiram do eixo, das alegrias e tristezas, realizações e algumas frustrações, SE APESAR DE todos os obstáculos que aparecem continuamos e insistimos, consequentemente iremos construir nosso próprio caminho.

Autoretrato Érica Catarina Pontes

“Talvez o certo para você é o errado para mim. Claro, cada um é cada um, ninguém é igual a ninguém. Não vai ser por isso que vamos nos desentender.
Duas pessoas discutirem e não chegarem a uma conclusão igual, 
é a melhor prova de que cada ser humano tem o seu valor e identidade própria.”
(Raul Seixas)

Ah, vc é Fotógrafa(o)?? E vc trabalha com o que???

COMO ASSIM ???????
Vem cá, pensa comigo…
Se a pessoa diz q é Fotógrafa(o), então ela TRABALHA com ?????
Dou-lhe 1, dou-lhe 2, dou-lhe 3…
FOTOGRAFIA !!!
Eeeeeeeee, MUITO BEM !!!! 

Eu sei que é muito difícil para uma pessoa “normal” que tem um trabalho de rotina, todo dia do mesmo jeito no mesmo lugar entender que um fotógrafo “não tem rotina”, ou melhor é uma “rotina totalmente maluca”, de acordo com os trabalhos que surgem ou conforme sua “veia criativa” exige, portanto não fique indignado se vc pessoa “normal” esta trabalhando em uma segundona, das 8 as 17h , e aquele seu fotógrafo preferido, por exemplo, esta trabalhando em casa e no horário que acha q produz melhor.
Afinal de contas enquanto vc curtia aquela festa, bebendo, dançando e se divertindo com seus amigos, o querido fotógrafo estava lá com o punho doendo de tanto segurar uma máquina “trambolho”, com dor nos pés de tanto ficar em pé, dor nas costas de carregar equipamento, morrendo de fome mas não parando pra fazer “pit stop” com medo de perder um momento importante.
Ai vc pessoa “normal”, pensa… Ahhh super fácil, são só 4 horinhas de “festa”! (volto a repetir, pra gente não é festa é trabalho!) e depois vc vai pra casa… Simmmmmmm, vamos pra casa e depois passamos mais 15 dias só editando, tratando e tentando deixar as fotos perfeitas para o cliente, afinal é nosso TRABALHO e tem q ter boa qualidade.  E pode acreditar que enquanto vc dorme nós ficamos na frente do computador tentando terminar tudo o mais rápido possível, exportando, editando, diagramando, etc, etc…  Aqui tomei como exemplo uma “festa”, mas no fotojornalismo, no fotodocumentarismo, na fotografia de moda, publicidade… todas tem perrengue do mesmo jeito e pode ter a mais absoluta certeza que TODOS TRABALHAM !!!
Trabalham de formas bem diferentes mas TRABALHAM, E MUITO !!!!

Sem contar que pra ser fotógrafo não basta comprar uma máquina “grande” e sair por ai clicando no “automático”, vc TEM SIM que estudar, o básico que seja, sozinho, em escolas, não importa, TEM Q ESTUDAR, portanto além de investir em equipamentos que mesmo os mais simples SÃO CAROS, a gente também tem que investir em ESTUDOS, cursos, workshops, fóruns, eventos de fotografia das mais variadas formas, pq só através disso conseguimos ter um “repertório” que possa (independente da máquina, da marca do equipamento) diferenciar o nosso trabalho de todos os outros que apenas compram uma máquina digital e se dizem fotógrafos. Não se engane, fotógrafo estuda MUITO !!!

Fotógrafo trabalha enquanto vc se diverte, e se diverte enquanto vc trabalha, fotógrafo tem q saber a técnica mas também tem q entender a arte, tem que ter dedicação, tem q assistir filmes, ir a museus, ver exposições, conhecer lugares, assistir shows, se informar, pesquisar, ler, ver, pensar, sentir, ouvir… ou seja tem que aumentar o seu repertório visual e sua sensibilidade de muitas e muitas formas, e isso vai muito além do simples ato de apertar o botão e clicar…

Outro fato que incomoda MUITO é quando a pessoa vê a foto que vc tirou,  e exclama: “Nossa, que máquina vc usa? Ela deve ser muito boa, hein!” ou então “Ah, com esta máquina até eu tiro foto boa!”… rs. Entendam uma coisa, máquina boa nos ajuda MUITO masssssssss se vc não estuda, não se dedica e não sabe nada, não há máquina “boa” que te salve, pode acreditar. Nosso olhar e nosso cérebro é que fazem a foto boa, óbvio que após um certo tempo precisamos de um equipamento melhor que atenda as nossas necessidades, pq conforme vamos nos aprimorando precisamos de certos recursos que só algumas máquinas mais “potentes” podem oferecer, mas a forma de ver e de pensar será unicamente nossa, não vai ser a “marca x ou y” que vai deixar seu modo de enxergar as coisas melhores… Como diria Ansel Adams (1902-1984)…”Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.”

Então, ficamos combinados…
FOTÓGRAFOS TRABALHAM e TODO ESTE TRABALHO, DEDICAÇÃO, ESTUDO E INVESTIMENTO (q não são poucos) devem certamente ser bem remunerados!

(Érica Catarina Pontes)

Por que eu ?!??!?!

“Viajo sozinha com o meu coração
Não ando perdida, mas desencontrada
Levo o meu rumo na minha mão.” (Cecília Meireles)

(Por Érica Catarina Pontes)

Por que eu??? Por que agora ??? Por que sim ??? Por que não ???
Nossa vida é regida por interrogações e “porques”, quem nunca se viu em uma situação perguntando a si mesmo: “-Mas porque justo comigo???”. Infelizmente são perguntas muitas vezes sem respostas momentâneas, as respostas só vem depois de algum tempo, cabe a nós vivermos o que esta acontecendo e lutar, indagar, chorar, sofrer… tudo faz parte do processo de aprendizado.

Tristeza tem q ser vivida, sentida e superada, não devemos sentir vergonha por não sermos felizes o tempo inteiro, isto só existe em comercial de margarina (rs)… Na vida real vivemos altos e baixos e temos que nos permitir viver a felicidade e a tristeza sem vergonha de sentir, mas principalmente aprendendo a tirar as lições que os “baixos” podem nos trazer.

A experiência de se “descobrir” seus limites é fantástica, acredite! Descobrir nossos pontos fortes e acreditar neles, entender os pontos fracos e administra-los, isso sim é uma “arte”, pois somente quando conseguimos ser nossa melhor companhia é que realmente podemos ser uma agradável companhia aos outros.

O grande desafio é conseguir se divertir consigo mesmo, viajar sozinho, ir ao cinema assistir aquele filme q vc tanto queria, comprar a roupa q vc achou linda, ler um livro q te toque, escutar a música que lhe agrada, se divertir com suas próprias maluquices, permitir se conhecer e estar em sua própria companhia, sem medos, sem receios, sem cobranças. Pois somente a partir do momento que vc se permite ser quem é, agradando a vc mesmo é que as pessoas se aproximam, elas sentem que vc tem todos os predicados para ser uma excelente companhia e ai sim a vida poderá fluir de uma forma agradável não só para vc, mas para todos aqueles que acreditam no seu potencial e qualidades. 

http://www.ericatarina.com.br

Terapia sem preconceitos…

Ja que meu Blog foi feito para que eu pudesse ME expressar (alguns usam redes sociais para tal fim, eu prefiro fazer isto no meu cantinho aqui), sem preconceitos, achei importante poder dividir sobre a questão da terapia. Ja havia pensado em escrever sobre isto logo que fiz o Blog mas acabou que o tempo passou e não redigi nada, agora que decidi procurar ajuda novamente quero dividir e “desmistificar” o assunto…

Fiz terapia em um primeiro momento para resolver um problema específico que era a Síndrome do Pânico, isto foi alguns anos atrás e o resultado foi positivo neste quesito, depois que aceitei que estava doente ficou mais fácil de enfrentar o processo todo, mas tenho q dizer q adiei a ida ao consultório até o ultimo instante, até o médico dizer q não tinha mais remédio que me ajudasse e eu tinha q começar a terapia de qualquer jeito… Comecei o tratamento e a síndrome em si foi resolvida mas hj admito que ficaram coisas que não foram bem resolvidas dentro de mim e que devia ter continuado por mais tempo, mas como diz o ditado “antes tarde do que nunca”, e agora senti necessidade de retornar, embora muitas pessoas digam vários absurdos desde “Vai lavar um tanque de roupa”, “Se atola de trabalho”, “Vai viajar”, “Faz pensamento positivo”… ACREDITEM, nada disto resolve qndo a gente sabe que tem um problema de depressão, ansiedade, síndrome do pânico ou qualquer coisa do tipo… aliás até resolve, momentaneamente, mas depois volta tudo com mais intensidade, pq só escondemos as coisas e não resolvemos nada (sei bem pq ja tentei de tudo… rs)… Ainda tem os que dizem “Tem gente em pior situação!” mas é ÓBVIO que sabemos q tem outras pessoas em situação muito pior que a nossa mas a questão não é esta, NADA SE COMPARA, cada um com a sua dor, como diria Paulo Coelho “Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia.”…  Enfim, só eu sei o que é minha mente inquieta e delirante, a sensação de sufocamento, a dor no peito que parece q o coração vai parar, a falta de coragem para enfrentar o dia a dia, portanto antes que a “bomba” exploda novamente, resolvi procurar um profissional para me ajudar a desarma-la… rs… Coragem? Desespero? Perturbação? Não sei o que me leva de volta ao consultório, mas sei q admiti pra mim mesma q esta difícil de encarar sozinha e que preciso de ajuda pra me entender melhor, sinto uma certa vitória neste ponto pois desta vez fui procurar ajuda sozinha…

Eu era uma das pessoas que tinha um certo “preconceito” qnto a terapia, mas posso confirmar que este preconceito existia pelo fato de não ter o menor conhecimento sobre o assunto, para que eu fosse procurar ajuda a primeira vez tive que sentir a “corda apertando no pescoço”, até chegar no limite do insuportável, mas depois de tomar o primeiro passo e ter coragem de adentrar ao consultório e principalmente de passar pela primeira sessão e Retornar, o restante a gente encara de frente, confesso que é um processo difícil pelo fato de mexer em coisas que muitas vezes jogamos para debaixo do tapete mas que sabemos que nos fazem mal, enfim, tomei coragem e novamente volto ao “divã”… talvez muitas pessoas leiam meu texto e pensem que eu pirei de vez, mas ja que eu tenho este “canal de comunicação” no qual eu posso escrever, pq não falar sobre o assunto ??? Acho q tudo é valido, desde que tenhamos boas intenções…
E agora é uma questão de tempo, de ter paciência (espero que as pessoas próximas tb tenham paciência comigo…rs), pois sei que tenho um longo caminho a ser percorrido, mas posso GARANTIR, terapia não é coisa de fresco, muito menos de desocupado e menos ainda só de gente louca… aliás, ouso dizer que todos temos que ter um pouquinho de loucura para conseguirmos sobreviver neste mundo de hoje !!! 🙂

Segue um texto que esclarece alguns pontos importantes da terapia

A psicoterapia (tratamento psicológico) é uma potente ferramenta de ajuda e de crescimento pessoal que se utiliza de técnicas psicológicas científicas, específicas de acordo com as necessidades e características individuais de cada pessoa, promovendo mudanças positivas efetivas. 
Para muitos ela é considerada um mito, uma vergonha, um bicho de sete cabeças. Para outros uma solução de problemas, uma saída para resolver conflitos. Mas o que é terapia afinal? Quando é a hora certa de começar? Essas e outras perguntas sobre o assunto são comuns na mente das pessoas que querem buscar o auto conhecimento.

“Terapia significa tratamento”, disse a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari. E segundo a doutora, não há momento certo para iniciar. “Sempre é hora, seja para o auto conhecimento ou mesmo para resolver algum problema. Costumo dizer que a terapia vem para ajudar a resolver questões que você não consegue resolver sozinho. Então para que ficar sofrendo, dando murro em ponta de faca, se existem profissionais capacitados que vão mostrar os caminhos da solução?”

 Mas a vergonha de falar que quer fazer terapia ainda é grande e isso acontece por conta de um preconceito. “As pessoas ainda pensam que devem resolver seus problemas sozinhas, sem precisar da ajuda de ninguém. Além do mais existe um preconceito de que psicólogo é para loucos, doidos e não para pessoas normais, que têm problemas”, acredita Olga Tessari.

 O importante é que, quando alguém chega à conclusão de que é hora de procurar uma ajuda é bom ir em busca de um profissional, fazer uma pesquisa com amigos, pedir indicações. O que não se pode fazer é forçar uma pessoa a procurar um terapeuta. “Muito dificilmente dá resultados a terapia forçada porque a pessoa já entra com resistências e certamente não vai interagir com o psicoterapeuta e nem mesmo ouvi-lo”, disse a doutora.
 A terapia, seja ela para o auto conhecimento ou só para resolver um “probleminha”, é algo que deve ser levado muito a sério. Quando a pessoa procura ajuda deve ter consciência do que está fazendo e levar o tratamento a sério. Só assim os resultados surtirão efeito e bons resultados.

Mais informações no link http://www.olgatessari.com/id53.htm

http://www.ericatarina.com.br

Careta ??? Quem, eu ??? ahahah

(Por Érica Catarina Pontes)

Careta são as pessoas preconceituosas e os chamados “falsos moralistas”…
Agora, dizer q uma pessoa é “chata” e “careta” porque ela não bebe ou não faz uso de alguma “substância ilícita” (rs), se você chama isso de caretice, meu amigo, é hora de cair na real que o careta aqui na história é VOCÊ !!!!!!!!!

Cada um sabe o que é melhor pra si, o que gosta ou não gosta (já dizia o ditado, “Gosto não se discute!”), uns bebem e outros não, uns fumam e outros não, uns… e outros… e ainda bem que a vida é assim, pois senão seria um “saco” viver em um planeta onde todos fazem as mesmas coisas, tudo igual, afinal as diferenças é q tornam a vida bem mais interessante.

O que eu acho que vale a pena é aprendermos a lidar com as diferenças, quem bebe não perturba quem não bebe e vice versa, se vc gosta de uma coisa e o outro não, tudo bem, se vc acha bacana fazer tal coisa e o outro não, respeite… Cada um tem que aprender a respeitar a individualidade do outro e administrar as diferenças que fazem a vida tão interessante…

O que não é nada justo é “pré- julgar” que uma pessoa seja chata, mala ou qualquer outro adjetivo não muito agradável, apenas pq ela não curte o mesmo “barato” que vc, diria que isso sim é a verdadeira caretice !!!
Quantas vezes pessoas “torceram o nariz” ou ja me taxaram de chata, pq digo q vou beber uma água, no lugar de uma cerveja… Bebe sua cerveja e eu bebo minha água, meu suco, sei lá o que… numa boa, cada um na SUA ! 🙂

Chato é quem fica tentando modificar os outros e careta é quem não tem mente aberta pra conviver com as diferenças !!! Portanto, deixemos de “pré julgamentos” e “pré conceitos” pq isso sim é uma PUTA CARETICE !!!! 😉